Muito se tem falado sobre sexo e comportamento sexual no período
da adolescência entre os cristãos, mas fica sempre uma dúvida sobre os limites do relacionamento físico entre namorados ou noivos.
Talvez isso aconteça por causa da propagação de tantas "ondas" sobre o comportamento sexual dos nossos adolescentes.
Observam-se adolescentes reivindicando o direito de fazer sua vontade, independentemente do
que pensam os pais ou qualquer outro adulto.
Isso é perfeitamente natural porque já é sabido que, nessa
época da vida, onde elaboramos uma série de pensamentos e de propostas arrojadas, somos tentados
a pensar que podemos nos responsabilizar por tudo.
Afinal de contas, muitos adolescentes têm as chaves de casa, do carro e até celular, fax e computador.
Neste caso, ele ou ela vai pensar que valeria a pena correr
alguns riscos se fossem obtidos alguns momentos de raro e - por que não dizer? - extremo prazer e felicidade.
Justamente por ser a adolescência o período em que necessitamos de auto-afirmação, como indivíduos ativos de uma sociedade
democrática, o que pode acontecer a um relacionamento amoroso desse tipo?
0 jovem quer mostrar quanto pode proteger sua garota e mostra-se voluntarioso para com ela, que, por sua vez,
não é diferente: ceder é mostrar fraqueza ou medo feminil. Este é o ponto. Hoje em dia, sabemos que há um processo
anterior ao namoro, o qual as pessoas têm expressado com o termo "ficar" ou "ficar com". Estive lendo recentemente
sobre isso e tenho-me impressionado como a juventude tem incorporado essa prática de forma natural
em sua vida diária. Trabalho em uma editora que procura estar atualizada com os assuntos
que ajudam o cristão a viver uma vida em conformidade com a Palavra de Deus. Por isso,
recentemente, um casal muito querido escreveu um livro que está tratando justamente deste
assunto: ficar. É uma leitura imperdível, especialmente para o público adolescente e jovem.
Creio que pais e professores também deveriam lê-lo.
Um garoto cristão, quando está iniciando o seu namoro, não tem muitas dúvidas sobre os limites
dos seus carinhos para com a namorada; ela também sabe como se comportar. Contudo, quando o conhecimento
vai tornando-se freqüente e mais intenso, os dois já começam a entender que o abraço carinhoso, sem malícia, ou os
beijos menos demorados estão perdendo a graça, visto que a imposição dos veículos de comunicação, como revistas, filmes e novelas, mostram que ir além é o
ideal para o jovem casal.
O padrão bíblico "eu posso fazer tudo, mas nem tudo me convém fazer"
( 1 Co 6:12; 10: 13) vem clarear o assunto. Isto, porque há conseqüências dessas atitudes que, muitas vezes, nem o tempo pode apagar ou fazer você esquecer.
Você talvez vá dizer: "Ah, ela é puritana demais para o século 21!". Pode ser, mas eu, quando jovem,
também passei isso; naquela época, também havia avanços na intimidade física, mas outros jovens como eu puderam passar tal
período sem ser contaminados pelos modismos; no entanto, hoje usufruem uma vida sexual saudável.
Os resultados de um envolvimento profundo na área sexual, antes do casamento, são demais desastrosos para qualquer um.
A moça perde o respeito de seus colegas e de outros rapazes que poderiam interessar-se por ela. E ela, se chegar ao máximo
das carícias íntimas e ao ato sexual, enfrentará consequências que prejudicarão sua vida sexual futura, mesmo contando com o
amor e com o perdão de Deus por seus atos errados. E o moço não só perde o respeito como também será marcado com um caráter de irresponsabilidade.
O engraçado é que todo jovem quer ser responsável pelos seus atos, de forma que os colegas o respeitem por isso, mas de
repente ele se vê completamente incapaz de corresponder a essa expectativa por parte da família e da sociedade.
O conselho do Senhor é certo e produz felicidade, mas os homens querem mudar a ordem estabelecida por Ele. Veja só: primeiro
vem a amizade entre as pessoas, um compromisso com o namoro, depois mais compromisso com o noivado e, finalmente,
o compromisso maior com o casamento.
A ênfase é na palavra compromisso porque, em minha opinião, é isso que está faltando nos
relacionamentos amorosos.
Se você estabelecer essa relação séria de compromisso, certamente
saberá até onde deve conduzir seu carinho na amizade, no namoro, no noivado e no casamento.
Não significa que você precise namorar com uma pessoa e não possa conhecer mais ninguém. Qualquer
namoro deve significar um compromisso de respeito mútuo e de espaço
físico também. Isto, porque há limites sim, e eles já estão
pré-estabelecidos dentro de cada um. Se o que você fizer com sua namorada ou vice-versa, for causar algum embaraço,
vergonha ou humilhação, já é um sinal de que ter-se-á ultrapassado o limite.
Pensar no que Jesus faria se estivesse em seu lugar, em termos de carícias no namoro, também o ajudará a ver o que pode e
o que não deve acontecer.
Você terá muito tempo pela frente, após o casamento, para explorar o corpo do seu cônjuge. 0s namoros que frutificam,
em conhecimento e amizade sincera, valerão muito para o futuro casal que há de se formar.
Caríssimo jovem, você precisa tentar aliar o amor ao compromisso de um relacionamento
puro e ao respeito pelo ser humano que está junto com você, feliz por tê-lo escolhido.
Aceite esta mensagem, para que juntos tenham um relacionamento responsável que os levará à
maturidade idealizada por Deus.
Por Cida Paião
Cida Paião é membro da Igreja Batista do Morumbi
Artigo publicado na Revista Raio de Luz - Instituto Bíblico Betel Brasileiro - nº 107
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